Viajar pelo Rio Grande do Norte é também percorrer caminhos de sabores que carregam memória, identidade e tradição. A culinária potiguar vai muito além do prato: ela nasce do território, do trabalho das pessoas e das histórias que atravessam gerações. Em cada cidade, um sabor revela um pedaço da alma do estado.
Em Tangará, o famoso Pastel de Tangará se transformou em símbolo cultural. Criado por Dona Finha por volta de 1990, o pastel de massa fina, crocante e recheio generoso conquistou viajantes e moradores, tornando-se parada obrigatória na BR-226. Em 2020, esse sabor ganhou reconhecimento oficial como Patrimônio Cultural Imaterial do Rio Grande do Norte, impulsionando a economia local e fortalecendo a identidade da cidade.

Seguindo pela história do estado, Ceará-Mirim guarda um dos sabores mais afetivos da cultura potiguar: o caldo de cana. Reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial do RN, ele simboliza a forte tradição canavieira da região, que desde o século XIX se destacou como polo produtor, repleto de engenhos. Consumido principalmente com pastel, no Mercado Público, o caldo de cana é mais que refresco: é memória viva do povo.

Já em Serra Caiada, a mandioca é protagonista. A tapioca de Serra Caiada, reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial do RN em 2022, representa a força da mandiocultura e a herança indígena presente na formação do estado. Com casas de farinha e indústrias que mantêm viva essa tradição, o município se consolidou como a verdadeira Terra da Tapioca, unindo cultura, qualidade e desenvolvimento econômico.

Em Natal, mais precisamente na Praia da Redinha, a tradição ganha sabor de mar. A ginga com tapioca, feita com peixe miúdo frito e crocante servido na tapioca com coco ralado, nasceu da simplicidade dos pescadores locais e se tornou um dos maiores símbolos da gastronomia potiguar. Hoje, o prato é oficialmente reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial do Rio Grande do Norte, atraindo visitantes de todo o Brasil.

No Rio Grande do Norte, cada sabor conta uma história. Uma história de resistência, de afeto, de identidade e de pertencimento. Conhecer esses pratos é entender que a cultura potiguar também se prova no prato — simples, autêntica e cheia de significado.
Qual desses sabores representa o seu Rio Grande do Norte?
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